Semana de Media Day, entrevistas, começa o Training Camp e, com ele, várias conclusões precipitadas. Além disso, sábado tem Lakers em quadra de novo. ALEGRIA.
Pra fechar a série, hoje falamos dos BIGS.
Center e Power Forward (porque todo mundo joga nas duas)
Por mais que haja o trauma da temporadas passadas e até mesmo Darvin Ham falando que pode usar o LeBron de pivô, com o resto de times só para baixinhos, o atual elenco do Lakers tem três jogadores que podem fazer a função de pivô, com minutos em uma rotação de NBA, para que não seja necessário desgastar o LeVovô.
A primeira adição do departamento foi Jaxson Hayes. Ele que foi selecionado pelo Hawks e trocado para o Pelicans, na transação da pick que pertencia o Lakers, assinou por 2 anos com o time de Los Angeles e entra em seu quinto ano de NBA. Talvez seja mais conhecido pelos lances plásticos, como enterradas acrobáticas e tocos chamativos, muito pelo seu tamanho e capacidades atléticas. Em parte, pode prover ao time a ameaça vertical que o time só tem em Anthony Davis, e que desde a saída de Javale McGee - e por um período, suprido por Damian Jones - faltou ao elenco esta opção tão importante ao funcionamento de um time, ainda mais de um que carecia tanto de espaçamento. Um outro pivô que oferece risco ao adversário, saindo do Pick and Roll é de grande valia, ainda mais com o perfil de armadores atuais do time. Hayes não é o pivô ideal para ser reserva imediato de AD, muito menos é aquele que vai brigar, trombar e peitar com sucesso os pivôs parrudos do adversário, no entanto tem qualidades que podem ser úteis ao time, essencialmente jogando ao lado de outro big, como aconteceu em New Orleans ao lado do Valanciunas. Em um time que parece seguir a direção de que vai realizar mais switches, Jaxson se encaixa bem na proposta de um big que move os pés no perímetro e não é alvo fácil em qualquer jogada longe do garrafão.
| https://www.nba.com/stats/lineups/advanced?slug=advanced&TeamID=1610612740&GroupQuantity=2 |
A última contração do Lakers nesta off-season, e a peça que muitos achavam ser a que faltava ao time, foi Christian Wood. Pessoalmente, não sou admirador de seu jogo - pra dizer o mínimo - mas dada a relação risco / recompensa, com as opções de mercado, contrato mínimo e casos recentes de redenção de jogadores neste perfil, no Lakers, vale a aposta. Obviamente o forte de seu jogo é ofensivamente, onde o multifacetado ala-pivô pode pontuar de diversas maneiras, arremessando, atacando a cesta saindo do pick-and-roll, fazendo o pick-and-pop, dentro da área pintada, atacando os closeouts, e em outras formas de se contribuir ofensivamente.
Por seus números (16.6 PPJ, 7.3 RPJ e 1.1 TPJ, em 26 minutos de ação), realmente pode-se notar a contribuição para o Dallas Mavericks em sua última temporada. A constância, no entanto, não foi presente, refletindo em seus minutos, produção dentro de quadra, oportunidades no time - e isso envolve a questão humana, treinador e lesões, sempre a considerar - que consequentemente afetaram seu valor de mercado, até cair no colo do Lakers na Free agency.
| https://www.nba.com/stats/player/1626174/traditional |
Anthony Davis teve sua melhor temporada na carreira em rebotes por jogo (12.5) e FG% (56%) e isso se deve a ter jogado quase que 100% dos minutos de pivô. Não nos enganemos, é a posição que ele mais ajuda o time, principalmente por suas capacidades defensivas e, apesar de não ser ideal, ele sendo o jogador mais alto e forte do elenco atual, vai continuar com um alto percentual jogando como pivô. Dito isso, proponho uma questão: é melhor ter o Anthony Davis nas funções atuais, fazendo papel de pivô o tempo todo, que briga em todos os lances, faz screen a toda hora, que corta para a cesta depois do pick and roll, ou é melhor tê-lo explorando mais suas capacidades ofensivas (e sim, eles as tem), que abrem um leque maior ao ataque do time, mesmo que sua eficiência individual caia? Os outros dois PF/C do elenco o permitem que faça isso, ainda que, como mencionado, ele seja o cara mais forte e maior que esse elenco tem. Eu já sei a resposta dos LABrreros, principalmente a Turma do Nojinho, mas é algo a se considerar.
| https://www.nba.com/stats/events?CFID=&CFPARAMS=&ContextMeasure=FGM&GameID=&PlayerID=203076&Season=2022-23&SeasonType=Regular%20Season&TeamID=&flag=3&sct=plot§ion=game |
O líder em tocos (3.1) e rebotes (14.1) nos últimos Playoffs, chutando 47.4% do mid range, parece que poderia render ainda mais, mesmo fazendo tudo que fez pelo time, principalmente sendo um destruidor de equipes no lado defensivo. Independente dos aspectos mencionados, o mais importante é sobreviver à temporada regular o mais saudável possível para entregar, como sempre fez, nos Playoffs.
Correndo por fora
Colin Castleton mostrou um refinado jogo ofensivo, que pode ter futuro na NBA, desde que ache seu espaço defensivamente. Um ano na G-League fará bem ao jovem pivô, que pouco deve figurar no time principal.
Não tem muita batalha por posição para os bigs, a ordem parece muito clara. Só é empolgante ter um elenco funcional e coerente, do 1º ao 14º jogador.
Não se esqueçam:
Sábado tem Lakers em quadra!
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